quinta-feira, agosto 10, 2006

Rumi - sobre a Samâ...

o que é samâ? Uma mensagem das fadas, oculta no nosso coração;
com sua letra vem serenidade a um saudoso coração.
A árvore da sabedoria vem para florescer com a brisa;
A minuciosa reflexão da existência abre-se à sua melodia.
Aquando do espiritual canto do galo, a aurora chega;
Quando Marte toca o tambor, a vitória é nossa.
A Essência da alma era lutar contra o casco do corpo;
Quando ouve o som do daf amadurece e acalma.
Uma doçura assombrosa é sentida no corpo;
É açúcar que a flauta e o tocador de flauta trazem ao ouvinte.

Jalálu’d-Dín-i-Rumí (1207-1273) .
Trad. por Sam, a partir do inglês de
Fatemeh Keshavarz (Reading the Mystical Lyric:
The case of Jalal al-Din Rumi
, 1998).

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3 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

E, mais uma vez, Rumi e samá:

Quando o amante brilha como o sol
O enamorado, como uma partícula, começa a girar.
Quando o vento primaveril agita o amor
Todo o ramo, que não se ache seco, põe-se a dançar.

O meu reino é ser derviche e enamorado
A tristeza é o tesouro do amor, mas oculto está.
Deixei em ruínas, com minhas mãos, a casa do coração
E soube que nas ruínas se esconde o tesouro.


Eleonora

11 agosto, 2006 17:57  
Blogger Renê Couto disse...

"BRAVO"

É de arrepiar os miúdos pêlos do braço!

Um grande abraço!

22 agosto, 2006 20:50  
Anonymous ELCYD disse...

Ao respeito de "samâ" tentei descobrir o significado e andei navegando um pouco na net. Esta minha procura deve-se ao fato de que na literatura persa "samâ" (embora sendo uma palavra árabe) significa céu (sky em inglês e Assemaan em persa), as vezes tem a ver com celeste.
Muito curiosamente encontrei esta referencia na http://www.rizoma.net/interna.php?id=153&secao=ocultura

“Como a dança do céu (samâ’-i samâwî), assumida por Rûmî como princípio de regresso ao Uno. A dança das esferas e sua clara melodia. Os anjos, em torno de Deus. E acima deles, Gabriel. E os átomos, varados de Sol. E o vôo misterioso dos pássaros. Flores. Abelhas. Ventos e Mares. Como os peregrinos, em Meca. Tudo se move para Deus. Mesmo a pedra. A sombra.”

Espero que mais alguém possa passar para a gente mais detalhes sobre este mistério! de qualquer forma gostaria muito de ler este poema em original persa.

29 agosto, 2006 11:45  

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