sexta-feira, agosto 08, 2008

Rumi (trad. de LHBeust)

Ó Meu Senhor! Ó Tu que por Tua bênção
Cumpres tudo aquilo que Te é pedido;
Quem Te dedica amor no coração
De todos os seres tem esquecido.
Permite que o conhecimento em mim
Se santifique do pó. Sim!
Que a gota de entendimento a secar
Se una feliz ao poderoso mar.

Mowlana Rúmí ou Jalálu’d-Dín-i-Rumí (1207-1273 d.C.) .

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sexta-feira, setembro 14, 2007

Congresso Internacional: Rumi 800 anos

No domingo passado, começou, no Tajiquistão, como resultado da coperação entre a Academia de Ciências da República do Tajiquistão, a Plataforma do Diálogo da Eurásia e o Instituições Educacionais Selale, o Congresso comemorativo dos 800 anos do nascimento de Rumi, o sufi persa cujo pensamento, se estudado, poderia caracterizar o conhecimento espiritual e filosófico do mundo.

Com cerca de 100 académicos de 27 países como a Turquia, a Rússia, o Irão, o Azerbaijão, o Egipto e a Índia, mas também com a presença do Estados Unidos da América, da Áustria, Alemanha, França e Japão o evento, se devidamente publicitado, poderia ter marcado, globalmente, um debate sobre a eliminação dos preconceitos, da falta de informação e da ignorância através dos princípios de tolerância e amor por todas as religiões e civilizações, preceitos ensinados por Rumi no Século XIII.

Da cerimónia de abertura, com Imamali Rahman, Presidente da República daquele país, até à declaração final dois dias depois, abordou-se a necessidade de toda a humanidade beneficiar das ideias de Rumi, para o estabelecimento de um verdadeiro diálogo inter-cultural e o estabelecimento da paz mundial.

Sendo um membro da Fé Islâmica, o sufismo é perseguido por alguns movimentos (governamentais e não só) de países islâmicos. O seu pensamento, é, contudo, tido como um dos mais proeminentes dos séculos que nos precedem, ao ponto de Bahá'u'lláh, o fundador da religião Bahá'í dedicar uma epístola (Tablet of Salman) a um verso de sua obra, bem como citar o seu pensamento em diversas passagens das Suas próprias obras.

A título de exemplo, segue-se um dos mais belos dísticos de Rumis, citados nas escrituras sagradas bahá'ís (a única religião que o cita em sua literatura sagrada):

Tu, Irmão, és teu pensamento apenas,
O resto é somente músculo e osso.

Se apenas estivessemos atentos que a nossa verdadeira realidade é a nossa realidade interior e não a aparência exterior...

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segunda-feira, junho 11, 2007

Inédito - "Fênix ad eternum" comemora 1 ano!!!

Há um ano atrás, postei um poema persa por mim traduzido, foi o primeiro post neste blog.

Hoje, na esperança de conseguir manter este blog vivo, volto a oferecer, no seu aniversário, um poema que apela à busca da verdade.

De outro persa, Rumi, aqui vai o poema traduzido:


Cruz e cristão, de ponto a ponto sondei;
Ele não estava na cruz.
Fui ao templo de ídolos, à antiga pagoda(1);
Nenhum rastro visível lá.
Fui às montanhas de Herat e Candahar(2);
Olhei: nem na colina, nem no vale.
Com propósito justo, viajei ao cimo do monte Qaf(3);
No lugar, apenas a habitação de ‘Anqa(4).
Dobrei as rédeas e fui à Ka’ba(5);
Não estava na instância do velho ou do jovem.
Perguntei a Ibn Sina(6) por sua posição;
Não estava ao alcance de Ibn Sina.
Viajei pelo cenário das “duas distâncias do arco”;
Não estava na exaltada corte.
E contemplei meu próprio coração;
Aí o vi; noutro lado não estava.
Exceto a pur’alma Shamsi Tabriz(7)
Ninguém mais esteve embriagado e intoxicado e perturbado.


Mowlana Rúmí ou Jalálu’d-Dín-i-Rumí (1207-1273 d.C.) .
Trad. de Sam do inglês de
R. A. Nicholson, Selected Poems.



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(1) Pagoda é um templo encontrado no Extremo Oriente, geralmente uma torre de vários andares, ornamentada e com formato de pirâmide.
(2) Cidades situadas, respectivamente, no oeste e no centro-sul do actual Afeganistão.
(3) Cordilheira que, segundo a tradição da época, circunda ao mundo.
(4) Anqa é a palavra árabe que designa uma ave lendária, que pode ser descrita como um fênix, um grifo, uma águia, ou mesmo esfinge. Simboliza o mais puro de todos os espíritos.
(5) Ka’ba ou Caaba ou Kaaba significa, literalmente, o cubo. Trata-se do santuário de Meca contendo a famosa Pedra Negra, simboliza também o lugar de adoração da Deidade, o que varia conforme a Dispensação Divina.
(6) Ibn Sina – ou, latinizando o seu nome, Avicena – viveu entre os anos 980 e 1037 d.C. e “foi membro da nobreza, era médico, filósofo e diplomata” (cit. in N. Peseshkian, O Mercador e o Papagaio, p. 188). Trata-se de uma das “mais brilhantes mentes na história da civilização” (A Casa Universal de Justiça, 26 de Novembro de 2003).
(7) Shamsi Tabriz – ou, como se encontra nos Textos Bahá'ís, Shams-i-Tabríz – foi “o Sufí que exerceu poderosa influência sobre Jalálu’d-Dín Rúmí, desviando a sua atenção da ciência para o misticismo. Grande parte dos trabalhos de Rúmí são a ele dedicados” (N.T. de Os Sete Vales, pp. 38-9, N. 75).

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terça-feira, janeiro 23, 2007

Rumi - Divan Shamsi Tabrizi

Escuta a flauta e como ela conta um conto, lamentando a separação:

Dizendo, “desde que me cortaram do canavial, meu lamento fez lamentar o homem e a mulher.

Quero um peito que chore pela separação, para que nele verta a dor do desejo-amor.

Tudo o que se afasta da origem deseja volver no tempo para quando com ela era uno.

Em toda companhia atesto minhas lamentações. Me associo com os que entristecidos e com os rejubilantes.

Jalálu’d-Dín-i-Rumí (1207-1273) in Mathnavi (livro 5).
Trad. por Sam, a partir do inglês de
R. A. Nicholson, Selected Poems from the Divan Shamsi Tabrizi.

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quarta-feira, setembro 20, 2006

Rumi - "Estas preces e guerras santas e jejuns"

Acidentes servem apenas para manifestar a secreta essência;
A qualidade essencial aquiesce, e acidentes passam.
Esta marca de ouro perdura não a pedra de toque,
Mas somente o próprio ouro, genuíno e indubitável.
Estas preces e guerras santas e jejuns
Não irão perdurar, somente as almas nobres perduram.

Jalálu’d-Dín-i-Rumí (1207-1273) in Mathnavi (livro 5).
Trad. por Sam, a partir do inglês de
E.H.Whinfield (The Spiritual Couplet of Maulana Jalalu-'D-Din Muhammad Rumi).

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quinta-feira, agosto 10, 2006

Rumi - sobre a Samâ...

o que é samâ? Uma mensagem das fadas, oculta no nosso coração;
com sua letra vem serenidade a um saudoso coração.
A árvore da sabedoria vem para florescer com a brisa;
A minuciosa reflexão da existência abre-se à sua melodia.
Aquando do espiritual canto do galo, a aurora chega;
Quando Marte toca o tambor, a vitória é nossa.
A Essência da alma era lutar contra o casco do corpo;
Quando ouve o som do daf amadurece e acalma.
Uma doçura assombrosa é sentida no corpo;
É açúcar que a flauta e o tocador de flauta trazem ao ouvinte.

Jalálu’d-Dín-i-Rumí (1207-1273) .
Trad. por Sam, a partir do inglês de
Fatemeh Keshavarz (Reading the Mystical Lyric:
The case of Jalal al-Din Rumi
, 1998).

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domingo, agosto 06, 2006

Rumi - concordando com um/uns anónimo/s

A morte do ego é aqui necessária,
Não a tal arte da composição:
Esforça-te, pois, por seres nada
E caminha sobre o mar então.

Mowlana Rúmí ou Jalálu’d-Dín-i-Rumí (1207-1273) .
Trad. por LHBeust, a partir do inglês de
Marzieh Gail (The Four Valleys).

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segunda-feira, junho 12, 2006

Rumi

Cada lua, ó meu amado, por três dias estou demente;
Hoje é o primeiro deles -- Por isso me vês contente.

Mowlana Rúmí ou Jalálu’d-Dín-i-Rumí (1207-1273) .
Trad. por Sam, a partir do inglês de
Marzieh Gail (The Four Valleys).

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