quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Uma multidão alvoraçada gritava “Will, Will, Will”...

Uma multidão alvoraçada gritava “Will, Will, Will”, flashes batiam, meninas gritavam e seguranças observavam.

De longe, lá estava ele, a estrela do momento (deste e de tantos outros), Will Smith saindo de uma ante-estreia europeia em Londres, sorrindo numa foto que ele mesmo estava tirando com uma de suas fãs, enquanto a multidão tentava obter mais uma foto, um autógrafo, um toque, qualquer coisa.

Impressionante como nos entusiasmamos com actores e cantores, mas não bradamos "Saramago, Saramago", "Pamuk, Pamuk" ou "Annan, Annan" se cruzarmos com eles na rua. Vi Saramago na Feira do Livro de Lisboa há um par de anos, e estava sentado em sua cadeira, esperando que algum possível fã se aproximasse e pedisse, talvez, um autógrafo. Quanto a Pamuk, se o visse, possivelmente nem o reconheceria, quanto mais lhe pediria um autógrafo ou uma foto com ele.

Talvez eu esteja enganado, mas acredito que a maturidade da humanidade virá quando tratarmos de igual forma as estrelas (cadentes) do cinema e da música com as outras estrelas e astros que lutam pelo bem-estar da humanidade, através de suas ideias e pensamentos, ou suas atitudes e ações.

Gritando por eles? Não! Montando aparatos de segurança quando eles passarem? Não! Ao invés, quando Will Smith for tão comum como qualquer um de nós e Koffi Annan for tão humano como nós e deixarmos de pensar no panteão celeste e os convidarmos a serem humanos, sem distinções e sem cânticos exagerados da multidão.

Até lá, só me resta, tentar tirar uma foto de Will Smith…
Will Will Will Will Will…

(fotos à esquerda: Hércules, a estrela da antiguidade "clássica").
(foto à direita, da esquerda para a direita: Socrátes, Antistefenes, Crisippos e Epícuro, pensadores da anitguidade "clássica").
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Londres, carros, futuro: 20 horas de trabalho por semana
Tempo: o dom mais precioso
Restaurante chamado Tradição
Aviões são prova da existência da alma
Dia Humanitário Mundial, o dia de Sérgio Vieira de Mello
Ainda bem que não evitaste a crítica, Sr. Mandela

Mais um que se vai, deixando-nos a fantasia de o que poderia ter sido...

Uma década de conversão de dor
Campeão sem acaso
Quando o medo se converte em livro

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5 Comentários:

Blogger Fábio Mayer disse...

É que vivemos em uma época em que não basta ser, tem que aparecer!

04 fevereiro, 2009 22:58  
Blogger Graza disse...

Se imaginarmos um ser humano como uma panela de pressão, os Will Smith e outros extremos comportamentais talvez possam corresponder à parte da válvula que salta de vez em quando. E enquanto esses saltos forem "W.Smith" não estará mal de todo. O pior é quando eles se chamam "Distúrbios na Grécia & afins" que não duvido estão em gestação e nos últimos tempos em acelerada.

06 fevereiro, 2009 22:05  
Blogger Graza disse...

Mas concordo absolutamente com a discrepância de entusiasmos. Mas o Sam também sabe que os entusiasmos com os nossos outros ídolos culturais, cientificos etc. são sempre um esforço de contenção, a que também alguns daqueles que agora saltam pelos W.Smith virão a aderir. A idade vai tratar disso!

06 fevereiro, 2009 22:14  
Anonymous tracy.rose@healthline.com disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

25 agosto, 2012 00:53  
Anonymous pabloc disse...

Que bonitas las fotos que has puesto de Londres, esa ciudad me encanta. Me mantengo al margen de la discrepancia de comentarios, solo me interesaba felicitarte por las fotos.

21 março, 2013 10:46  

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