quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Uma multidão alvoraçada gritava “Will, Will, Will”...

Uma multidão alvoraçada gritava “Will, Will, Will”, flashes batiam, meninas gritavam e seguranças observavam.

De longe, lá estava ele, a estrela do momento (deste e de tantos outros), Will Smith saindo de uma ante-estreia europeia em Londres, sorrindo numa foto que ele mesmo estava tirando com uma de suas fãs, enquanto a multidão tentava obter mais uma foto, um autógrafo, um toque, qualquer coisa.

Impressionante como nos entusiasmamos com actores e cantores, mas não bradamos "Saramago, Saramago", "Pamuk, Pamuk" ou "Annan, Annan" se cruzarmos com eles na rua. Vi Saramago na Feira do Livro de Lisboa há um par de anos, e estava sentado em sua cadeira, esperando que algum possível fã se aproximasse e pedisse, talvez, um autógrafo. Quanto a Pamuk, se o visse, possivelmente nem o reconheceria, quanto mais lhe pediria um autógrafo ou uma foto com ele.

Talvez eu esteja enganado, mas acredito que a maturidade da humanidade virá quando tratarmos de igual forma as estrelas (cadentes) do cinema e da música com as outras estrelas e astros que lutam pelo bem-estar da humanidade, através de suas ideias e pensamentos, ou suas atitudes e ações.

Gritando por eles? Não! Montando aparatos de segurança quando eles passarem? Não! Ao invés, quando Will Smith for tão comum como qualquer um de nós e Koffi Annan for tão humano como nós e deixarmos de pensar no panteão celeste e os convidarmos a serem humanos, sem distinções e sem cânticos exagerados da multidão.

Até lá, só me resta, tentar tirar uma foto de Will Smith…
Will Will Will Will Will…

(fotos à esquerda: Hércules, a estrela da antiguidade "clássica").
(foto à direita, da esquerda para a direita: Socrátes, Antistefenes, Crisippos e Epícuro, pensadores da anitguidade "clássica").
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Londres, carros, futuro: 20 horas de trabalho por semana
Tempo: o dom mais precioso
Restaurante chamado Tradição
Aviões são prova da existência da alma
Dia Humanitário Mundial, o dia de Sérgio Vieira de Mello
Ainda bem que não evitaste a crítica, Sr. Mandela

Mais um que se vai, deixando-nos a fantasia de o que poderia ter sido...

Uma década de conversão de dor
Campeão sem acaso
Quando o medo se converte em livro

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sábado, janeiro 24, 2009

Restaurante chamado Tradição

No outro dia fui a um restaurante ao qual, dias depois, uma amiga o intitulou de restaurante, típico, conservador e tradicional. E hoje, ainda não sei como é que termos como “conservador” e “tradicional” podem ser aplicados com tom político a um restaurante!

Mas a verdade é que o restaurante iraniano (diferente de persa) tinha uma das instalações sanitárias mais sujas que eu havia visto em toda a minha vida num estabelecimento do género. Faltava papel higiénico e sabonete, a pia estava imunda e o chão tinha água e mais água (espero que tenha sido água)! E, um funcionário lá se encontrava: um jovem, não muito mais velho que eu, de luvas, sobre os joelhos, tentando limpar parte da imundície de um dos vasos sanitários. Ao trocar algumas palavras com ele, compreendi que o seu persa não era o persa típico de um iraniano. Perguntando-lhe de onde era, respondeu, sorrindo, como que feliz por finalmente alguém trocar dois dedos de conversa com ele, que era afegão.

Aí, então, compreendi o “conservador” e “tradicional”. É comum, no Irã de hoje, que os imigrantes afegãos sejam tratados como subhumanos, sem muitos direitos e com muitos deveres. Aliás, foi também pela defesa das crianças afegãs e dos seus direitos básicos que Shirin Ebadi ganhou o seu Nobel da Paz.

Então, penso, se ser conservador é determinar a função de uma pessoa com base na sua origem étnica e nacional, quero distância dessa ideologia! Acho que já é tempo de ultrapassarmos essas barreiras e nos vermos a todos como irmãos humanos, cada um podendo desempenhar as suas funções (claro), mas com condições mínimas de dignidade e não de joelhos sobre as fezes de outro que se considera tão superior que nem a descarga puxa…

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Aviões são provas da existência da alma
Faz como eu escrevo, mas não faças o que eu faço...
O Direito a ser bem atendido
Para quando a lua cheia?

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quarta-feira, dezembro 31, 2008

É o momento de vermos o que fomos para sabermos o que poderemos ser

Apesar de a data ser apenas simbólica, é interessante reviver o ano que passou e ponderar como será o que virá. E, confesso, 2008 começou de duas formas para mim. A forma pessoal e impessoal.

Na impessoal esteve o meu interesse constante num processo obsoleto que é a política mundial. Não consigo encontrar um sistema em vigor no mundo que me pareça perfeito, não obstante, tentei salientar o que me pareceu interessante:
Todo o resto, acho, aconteceu do lado pessoal. Foi um dos anos, senão o ano, mais emocionante da minha vida, cheio de emoções a cada instante. O motivo principal é simples: fiz a A escolha brasileira! Regressei ao país de minhas origens depois de 16 anos, como explico em Como se fosse ontem quando chega o amanhã?, houve Voltas e Revoltas na Vida e Reencontros do Coração e vi um tucano, e lá comemorei, depois de anos, o ano novo bahá'í, o Naw-Rúz. No Brasil, vi velhos amigos e criei novas amizades, eternas, duradouras, perenes. A minha inspiração se aguçou. Como consequência escrevi longos textos, e continuei a escrever contos durante o ano! Um destes textos é o poema És quem és, sem que eu saiba quem és, escrito nos primeiros dias no Brasil.

Foi em 2008 que fiz questão de lembrar o aniversário de Jean Charles de Menezes ou que a ONU resolveu celebrar o Dia Humanitário Mundial, no dia que é de Sérgio Vieira de Mello. Outra morte me tocou também, a de Heath Leadger, sobretudo pela proximidade etária.

Nas Olimpíadas vi a quem não vejo pessoalmente há um par de anos com uma medalha ao pescoço e no lazer pessoal deliciei-me com o show de Ney Matogrosso. Vi os óscars, pela primeira vez, durante o dia (porque o Brasil não tem tantas horas de diferença com California como Portugal) e achei fabulosa a relação entre a Juventude e os Oscars. Neste ano que termina vi e escrevi sobre alguns filmes e séries:
E foi nesse mesmo ano que surgiu Persépolis 2, sobre a perseguição dos bahá'ís no Irã. Tema ao qual, aliás, dediquei vários textos:
Mas existem outras causas às quais me juntei:
E justamente por causa desta última, escrevi textos, polémicos para alguns círculos, sobre a unidade do idioma português, isto é, sobre o Acordo Ortográfico:
Mas a maior de todas as causas foi pelos Direitos de toda a Humanidade, com participação bastante ativa das mais variadas partes da blogosfera em português.

No entanto, a minha presença não foi tão constante e sistemática como eu poderia desejar, o que levou às minhas reflexões sobre a Fluidez temporal na internet, ou sobre a aldeia chamada Blogosfera, a verdadeira Aldeia Global.

Justamente, os momentos de moratória serviram para tentar aprimorar a minha reflexão em psicologia, graças a influência de Viktor Frankl, que me que me leva sempre a Novos congressos e novas formas de ver a psicologia e, mais recentemente de Irvin Yalom, sobre quem virei a falar.
Muita coisa está por acontecer em 2009 e,s obre isso, poderemos ir falando enquanto ocorrerem. Contudo, considero uma coisa fundamental. Neste período de transição, pararmos e pensarmos sobre tipos de pessoas e as paredes, e vermos o que somos para sabermos o que poderemos ser.

Por isso, espero que sejamos, todos, cada vez mais capacitados a viver os instantes do futuro que começa hoje, dotando a vida de sentido.

Feliz 2009!
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O fim do ciclo é o começo de outro. Feliz 2008!
E assim termina 2006…

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quarta-feira, dezembro 10, 2008

Há 60 anos!

Há exatamente sessenta anos, a Humanidade, cansada de ver o seu próprio sangue derramado, em cada conflito, em cada guerra, farta de ver que existem seres humanos relegados a um segundo plano, consciente de que a sua sobrevivência está em causa, estabelece uma espécie de código de conduta internacional, ao qual veio a designar de Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Contudo, a Declaração não é vinculativa. Nada compele os seus signatários a cumpri-la a não ser o bom senso que dita a dignidade e a justiça é para todos os seres vivos, em iguais circunstâncias.

Afinal de coisas, como dizem os escritos bahá'ís, A mais amada de todas as coisas (...) é a Justiça. Ou, como já diziam os Salmos: Fazei justiça ao aflito e necessitado.
Contudo, Uma pessoa não é apoiante da justiça simplesmente porque fala dela (Dhammapada), é necessário agir!

E hoje cerca de cem blogs, unidos, por vários pontos do mundo demonstraram que podem, apenas o desejem, agir! Agir para que estes sessenta anos não sejam revividos com as suas dissensões e massacres, mas sim revividos com os Direitos Humanos, com uma Humanidade capaz de ver o melhor de si mesma.

Segue-se a lista dos participantes confirmados:
  1. Fênix Ad Eternum
  2. Lino Resende
  3. Leio o meu mundo assim...
  4. Alma Poeta
  5. Reclinada
  6. Doutrina Espirita
  7. "Feliz aquele que transmite o que sabe, e aprende o que ensina"
  8. "Chama da Paz": A luz que nunca se apagará
  9. Blog do joãoáquila
  10. Saia Justa- Ano III
  11. Caminhantes
  12. Pegasus, Cavalo Alado
  13. Arroios
  14. Devaneios & Desatinos
  15. Mirian-crochet
  16. Moralitos EBIC
  17. Flávia, Vivendo em Coma...
  18. Oficina de Palavras.
  19. Fio de Ariadne
  20. Infinito Particular
  21. Educar Já!
  22. Casas Possíveis
  23. Qualiblog
  24. O mundo na Luneta
  25. Viver Melhor
  26. Apenas Nana
  27. Ideia Espírita
  28. blogosfera solidária
  29. Página Russana
  30. Na casa da vovó
  31. Jus Indignatus por Ricardo Rayol
  32. BLOG DO RONALD
  33. By Osc@r Luiz
  34. Entre Mãe e Filha
  35. Luz de Luma, yes party!
  36. Diário de Iza
  37. Pensiere & Parole ano V
  38. Esquinas há muitas - De ver o mar - só a minha...
  39. MOMENTOS DE LUAR
  40. este é o meu local de sonho...
  41. Recordações de um Baú
  42. Das coisas que eu sei
  43. Pasárgada
  44. Chronicle & Tales Unlimited (RED)
  45. Toques de Prazer
  46. TIMOR LOROSAE NAÇAO
  47. PÁGINA UM
  48. De tudo um pouco
  49. feltro, lã, pano e papel
  50. AprendizArte Ateliê
  51. Bem Bolados Projetos
  52. O pulguedo
  53. Ramsés Século XXI
  54. MIVA CROCHET
  55. Maio, 26
  56. Essencialmente Palavras...
  57. O Último Dia de Minha Vida.
  58. O Blog do CanalPsi
  59. aprendemos
  60. Sensata Paranóia
  61. Reflexões e opiniões
  62. Carta de Tarot
  63. SOL POENTE
  64. Só para dizer que tenho um Blog
  65. IPSI LITERIS
  66. Doce de Fel
  67. Dormentes
  68. Marco S/A
  69. Lavanderia Virtual
  70. Tulipas - A dança da vida
  71. Adão Braga - conectado
  72. ZzabeLinha
  73. Bloco de notas
  74. Tudo para Todos sobre Nada
  75. Mexe no Peixe
  76. OPINIÃO LUSÓFONA
  77. associação abril
  78. VERDE QUE TE QUERO VERDE
  79. PÁGINA LUSÓFONA
  80. PORTUGAL DIRETO
  81. No "canto-do-conto": Um punhado de magia...
  82. Conversamos?!...;
  83. Fotografando a Vida
  84. ali-se
  85. O Meu País Azul
  86. Blog do Brasilerô
  87. Caravançarai
  88. Revisitar a Educação
  89. English is Cool
  90. A cor da letra
  91. The pages of my life...
  92. Hoje eu tô de bobeira
  93. Drop Azul Anis S
  94. Acqua
  95. Saúde Alternativa
  96. Portugal, Caramba!
  97. UNIDADE MUNDIAL
  98. Pequenos Pormenores
  99. Ernani Motta
  100. Descobrindo
  101. Retrato em branco e preto
  102. Peciscas
  103. JE VOIS LA VIE EN VERT
  104. A LUZ DO DIA E DA NOITE
  105. A PARTILHA DA ALEGRIA
  106. .Blog
  107. Ideias Soltas
  108. NONA E EU
  109. Consciência Acadêmica
  110. pianomanga
  111. Visão Panorâmica
  112. Dentro da Bota
  113. Quiosque Azul
  114. Lu_Carioc@
  115. Pavulagem da Ro
  116. A vida como a vida quer
  117. MONAMI... 6ª FEIRA
  118. Sindrome de Estocolmo
  119. ius communicatio
  120. Nothingandall
(Atualizado pelas 23.00 de 14 de Dezembro)

Outros blogs asseguram a sua participação:
Conversas de Português; luxuriante; Pequenos Grandes Sentimentos; Chá da tarde & Girassóis; Natureza Poética; fotografa; Um pé na Europa.

E, não se esqueça, para que a sua participação seja considerada,
deve identificar o seu blog ou post através de
link e selo oficial da campanha.

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O direito a ter direito
Para quem os direitos humanos?
Blogs (com a ONU) pelos Direitos Humanos
Direitos Humanos?
Ainda o Dia dos Direitos Humanos...
A Luta de toda a Humanidade! Obrigado a todos!

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terça-feira, dezembro 09, 2008

O direito a ter direito





Amanhã, todas esta causas terão que fazer sentido!

Por isso, amanhã, não se esqueça de
  1. Publicar textos / vídeos / imagens sobre os Direitos Humanos, nos vossos blogs / sites / redes sociais... com um link este blog.
  2. E escolher pelo menos um dos selos originais e publicá-los junto ao texto (para obter os selos, clique na imagem abaixo).
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Para quem os direitos humanos?

Blogs (com a ONU) pelos Direitos Humanos

Direitos Humanos?

Persépolis 2 (legendado)

O dia em que tudo começou, em 1844!

O perigo da diversidade (???)

Bahá'ís presos

Ainda o Dia dos Direitos Humanos...

A Luta de toda a Humanidade! Obrigado a todos!

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segunda-feira, dezembro 08, 2008

Para quem os direitos humanos?

Os direitos humanos, acredita-se, foram pela primeira vez registados neste cilindro da Pérsia antiga. Entretanto a Revolução Francesa, e a Constituição do Estados Unidos da América deram-lhe novo vigor, até que, em 1946, as nações do mundo, unidas, decidiram começar um novo tempo de paz.

Era tempo de não mais se repetir...
  • O Genocídio Assírio (1914-1920), pelos Jovens Turcos - mais de 275 mil mortos
  • O Genocídio Grego (1914-1923), pelos Jovens Turcos - 300 a 360 mil mortos
  • O Genocídio Arménio (1915-1923), pelos Jovens Turcos - 2 milhões de mortos
  • O Genocídio Don Cossacks (1919-1920) na União Soviética - 300 a 500 mil mortos
  • O Holocausto alemão contra judeus, eslavos, romenos, doentes mentais, homossexuais e outros "desviantes sexuais", testemunhas de jeová, oponentes políticos (1933-1944) - entre 16 a 26 milhões de mortos
A Declaração Universal foi criada. Contudo, as dificuldades eram cada vez maiores:
  • Genocídio de índios maias durante a Guerra Civil guatelmateca (1968-1996) - 180 mil mortos
  • Guiné Equatorial (1968-1979) - 80 mil mortos
  • Genocídios durante a guerra do Bangladesh (1971) - estatísticas ascendem até aos 3 milhões de mortos
  • Burundi (1972), eliminação sistemática de Hutus, pelos Tutsis - 80 a 210 mil mortos
  • Assassinatos em massa contra grupos de ideologia suspeita, minorias étnicas, anteriores soldados do governo, monges budistas, intelectuais e academicos, entre outros no Cambodja (1975-1979) - 1,7 milhões de mortos
  • Mortes em Timor Leste, pelo regime indonésio (1975-1999) - 60 a 200 mil mortos
  • Terror Vermelho etíope (1977) - 150 a 500 mil mortos
  • Massacre no campo de refugiados palestinianos Sabra Shatila no Líbano (1982) - 700 mil a 3,5 milhões de mortos
  • Campanha an-Anfal do regime iraquiano contra os curdos (1986-1989) - 50 a 100 mil não combatentes mortos
  • Massacre do povo ticuna (1988) - 4 mortos
  • Burundi (1993), eliminação sistemática de Tutsis, pelos Hutus - 25 mil mortos
  • 100 dias de massacre no Ruanda (1994) contra Tutsis e Hutus moderados - 937 mil mortos
  • Genocídio Bósnio, pelos sérvios (1992-1995) - (não consegui números exactos)
Ainda, nenhuma das listas acima inclui os 20 a 25 mil aborígenes australianos mortos, as 6 milhões de morte por fome na União Soviética, os 500 mil a 1 milhão de mortos na Partição da Índia, as várias mortes durante o conflito de anexação do Afeganistão pela URSS, o número indeterminado de pigméus mortos e canibalizados durante a guerra civil congolesa, os cem mil cidadãos da ilha da Nova Guiné mortos, pois não são considerados genocídios.

Entretanto, o que temos ante nós, hoje?

Uma humanidade cada vez mais consciente. Lideranças talvez não tão eficazes como gostaríamos, mas pessoas cada vez mais atentas e conscientes com o mundo à sua volta.

A instabilidade na Somália, e os genocídios no Darfur não podem continuar!
Não podemos permitir que genocídios culturais no Tibete contra população budista, ou o genocídio cultural contra os bahá'ís no Irã se convertam em massacres como nos anteriores exemplos.

Por um motivo simples:
O bem-estar da humanidade, a paz e segurança do planeta serão conseguidos e alcançados somente e apenas se a unidade mundial for estabelecida.

Dia 10 de Dezembro, bloggers de língua portuguesa, dos mais diversos países, estaremos demonstrando que, pelo menos nós, estaremos unidos.
Pelos Direitos de todos os seres humanos, ou seja, por todos nós!

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Blogs (com a ONU) pelos Direitos Humanos
Direitos Humanos?
O dia em que tudo começou, em 1844!

Bahá'ís presos
A Luta de toda a Humanidade! Obrigado a todos!
Bem-vindos à Somália!
Paz como ausência de guerra ou como Símbolo da Humanidade?
Burma livre, Myanmar livre, Birmânia livre: mundo livre...
Ouvi por aí... no Hotel Ruanda
Quero PAZ!!!

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terça-feira, dezembro 02, 2008

Blogs (com a ONU) pelos Direitos Humanos

«o reconhecimento da dignidade inerente
a todos os membros da família humana
e dos seus direitos iguais e inalienáveis
constitui o fundamento da liberdade,
da justiça e da paz no mundo»
(preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos)


Esta campanha de blogagem coletiva pelos direitos humanos faz-se diferente do ano anterior pois, este ano a blogagem será registada pelo Gabinete do Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, conforme indica a presença do logotipo das Nações Unidas em todos os textos que este blog vier a publicar sobre o tema.

Aliás, o Gabinete esteve a ponderar, há algumas semanas, a utilização desse logotipo em todos os blogs envolvidos na campanha, contudo, a decisão foi a de que apenas o blog promotor do evento o poderia utilizar. Como consequência desta autorização exclusiva e intransmissível devo deixar claro que não se pode copiar o logotipo, acima, das Nações Unidas.

Por isso mesmo, o Lino Resende, teve a sabedoria e a amabilidade de criar três selos para a nossa campanha. Estes selos seguem abaixo e deverão ser usados por todos os que desejarem aderirem. Eles refletem o mesmo espírito que as Nações Unidas deseja que reflitam, chamando a atenção para a dignidade e justiça para todos nós.

Em síntese, no dia 10 de Dezembro...
1. Iremos publicar textos / vídeos / imagens sobre os Direitos Humanos, nos vossos blogs / sites / redes sociais... com um link para o blog promotor, permitindo uma contagem mais facilitada e uma associação a um projeto com o próprio aval das Nações Unidas.

2. E sempre com os selos (quantos e qualquer um dos três) linkados ao blog do seu criador, para dar crédito ao bom trabalho de quem os concebeu.
Que comecemos a campanha pela dignidade e justiça para todos nós!





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Direitos Humanos? – BLOGAGEM COLETIVA PELOS DIREITOS HUMANOS
A 19 dias do Aniversário
Ainda o Dia dos Direitos Humanos...
A Luta de toda a Humanidade! Obrigado a todos!
Um Mundo, Uma Vida, e muitas vozes!
Contagem decrescente para o dia dos Direitos Humanos
Um Mundo, Uma Vida, Seis selos
Um mundo, Uma Vida

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domingo, novembro 30, 2008

Direitos Humanos?

BLOGAGEM COLETIVA PELOS DIREITOS HUMANOS

A Declaração Universal que, em poucos dias, celebrará o seu 60º aniversário prevê que nenhum ser humano será discriminado com base em género sexual, etnia, ideologia, orientação, ou qualquer outro atributo pessoal ou social. A separação entre negros e brancos, nacionais e estrangeiros, homens e mulheres, pobres e ricos, teístas e ateístas, esquerdas e direitas servem como instrumentos que amputam uma parte da humanidade.

Como um corpo único, estamos todos interligados, unidos, conectos seja através de uma força cósmica, um Deus uno, ou um planeta em sofrimento. Somos uma Humanidade que reside num país chamado Terra.

Por isso, este ano, tal como ocorreu no ano passado, bloggers de língua portuguesa são convidados a participar numa campanha de Blogagem Coletiva pelos Direitos Humanos, este ano a campanha será PARA TODOS NÓS! Pois todos nós, juntos fazemos a Humanidade!

Aliás Dignidade e Justiça para todos nós! é o slogan do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pelo que os selos, que em mui breve estarão disponíveis, refletirão esse mesmo espírito.

Por isso, divulgue a campanha. A luta, simbolicamente, começa hoje, novamente, mas não pode terminar! Estamos nesta, unidos, pela dignidade, pela justiça, para todos nós!

Dia 10 de Dezembro, unidos.

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A 19 dias do Aniversário
Ainda o Dia dos Direitos Humanos...
Um Mundo, Uma Vida, e muitas vozes!
Um mundo, Uma Vida

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sábado, novembro 22, 2008

A 19 dias do Aniversário

Daqui a 19 dias, a Declaração Universal dos Direitos Humanos celebrará o seu 60º Aniversário. Celebrar não é o mesmo que comemorar, por isso mesmo, à semelhança do ano passado, a blogosfera está convidada a erguer a sua voz.

Em breve, haverá mais informações, mas, por hora, considere a contagem decrescente iniciada.

E, como começo, para essa reflexão, o texto do meu querido amigo Washington Araújo, acabado de publicar em seu blog:

«Lutar pelos direitos humanos não deve ser uma opção. Deve ser uma missão, um dever, um imperativo da consciência. Não existe nada mais urgente que promover a dignidade de todos os homens e mulheres do planeta. A interdependência dos povos e nações longe de criar uma aparente fragilidade aponta para um maior engajamento no projeto de uma nova ordem mundial. As comunicações prestam um ótimo serviço aos cidadãos do mundo: ficamos sabendo em que frentes somos chamados a lutar. É inescapável ter uma causa maior que conceda um sentido à vida. Muito há por fazer. Instituições como a ONU, a Anistia Internacional, a America Watch e centenas de outras, não tão vistosas e bem aparelhadas quanto estas, estão a demandar corações e mentes compromissados com o futuro da espécie. Ora, ora, quando compreenderemos que temos todos nós… um destino comum a partilhar?»

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Ainda o Dia dos Direitos Humanos...
A Luta de toda a Humanidade! Obrigado a todos!
Um Mundo, Uma Vida, e muitas vozes!
Contagem decrescente para o dia dos Direitos Humanos
Um Mundo, Uma Vida, Seis selos
Um mundo, Uma Vida

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quarta-feira, novembro 19, 2008

Estarão mesmo fora do jogo?

O artigo XII da Declaração Universal dos Direitos Humanos declara:

Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.

Ou seja, qualquer ser humano pode circular dentro do seu país em qualquer lugar, sem distinções. O acesso a locais públicos não pode ser barrado, mediante o cumprimento de determinadas condições (ou regras) que estejam estabelecidas. Por exemplo, apresentação de documentação à entrada de um edifício ministerial ou a compra de um ingresso para acessar a um estádio de futebol são motivos válidos. O que não pode ser permitido são discriminações como as citadas no II artigo do mesmo documento:

Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Há dias, tive a oportunidade de ver, na cidade de Portimão, o filme iraniano Offside (Fora de Jogo), um filme que justamente retrata a proibição regulamentada de as mulheres iranianas poderem entrar no estádio de futebol e ver um jogo.

Contudo, para além da excelente diretor, Panahi foi capaz de recriar uma simples realidade no argumento da história: as mulheres, à semelhança de outros grupos marginalizados no Irã, são vítimas mas não se fazem de vítima! Poderiam ficar em casa, submissas a um pseudo-machismo estatal, mas optam por sair e tentar a sua sorte e, muitas vezes, conseguindo, entrar e ver o jogo.
Nalguns casos, e estes são os retratados no filme, elas são apanhadas e os soldados que, apenas cumprem regras, mantém-nas presas na parte de trás do estádio. Mas, mesmo assim, elas não desistem! Argumentam, conversam, dialogam, tentam.

Com um humor pouco ou nada refinado, mas muito bom, o autor demonstra que no Irã o regime de opressão está quase só. As mulheres tentam a sua sorte! Os guardas repetem continuamente que apenas cumprem ordens e dão a entender que até poderão discordar delas. Os jovens no estádio e fora dele ajudam, sempre que houve oportunidade, as mulheres. Apenas alguns poucos se aproveitam da situação para ganhar mais lucros com a questão. A cena que o pai de uma amiga das meninas levanta a mão para esbofetear uma das meninas mas que é impedido pelo soldado de mais alto posto é prova evidente de que, cada vez mais, e por mais que se continue tentando, o inevitável está à vista: a igualdade de género é iminente, seja aonde for, até mesmo numa das mais oprimidas das nações!

Veja o trailer e se for um dos leitores que souber persa, veja o filme. E se for dos que não sabe, então faça um esforço para conseguir obter uma versão legendada (apesar de ela deixar muito a desejar), pois o filme vale mesmo a pena!

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Persépolis 2 (legendado)
O destino dos Heróis
Bahá'ís presos

A Névoa do Fanatismo
Faz como eu escrevo, mas não faças o que eu faço...
Para quando a lua cheia?
A felicidade está nas decisões femininas!!!
Re-Evolução
The Astronaut Farmer
Um passáro chamado Humanidade

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sábado, novembro 01, 2008

Persépolis 2 (legendado)

quarta-feira, outubro 29, 2008

A liberdade ao estar preso

Semana passada fui ao show do Ney Matogrosso no Teatro Municipal de Faro, uma cidade na qual raras coisas ocorrem e quando há algo, todos correm para ir! Para, quando lá chegam, ficarem em suas cadeiras, no máximo balançando alguns dedos, ou batendo palmas entre músicas. É a forma de ser das pessoas que aí estavam. Nada a ver com a animação de um show concorrido num estádio. E diga o que disser em suas entrevistas, acho que estando a uns parcos metros (um? dois?) do cantor, posso afirmar que a sua mirada parecia procurar alguém no público que o acompanhasse na sua animação incomparável de quem só é ultrapassado em jogo de cintura pela bela Shakira.

Mas, o que me chamou a atenção foi quando, logo no início, se mencionou que o evento estaria a ser transmitido para a prisão municipal da cidade! Nunca pensamos em compartilhar uma sala com presidiários, não é? Sejamos francos: a maioria de nós pensa que devemos estar longe deles. Contudo, estava eu, a compartilhar um espetáculo de primeira com eles. Uma honra que poucos terão notado!

E porquê? Bem, é aqui que as palavras da minha amiga Valentina Capecci, psicóloga italiana residente em Espanha, ecoam em minha mente:

Alguém afirmou que a prisão é o espelho da sociedade, faz parte dela e “a civilização de um país também se mede através do grau da civilização das suas próprias prisões” (Mazzella, 2001). Considerar esta estrutura como estando separada da sociedade não tem qualquer valor; assim como fechar os delinquentes e deitar fora a chave também não o tem.

Nesse texto que estava para ser publicado na falecida Psicologia Actual, ela relembra que "a dignidade de um homem não se perde por ter cometido um delito; a dignidade de um homem tem de ser respeitada, sempre", pois, afinal de contas, deve haver um sistema prisional dotado de critério de individualização.

Afinal de contas, são seres humanos que "pelo simples facto de terem falhado uma vez não significa que devam ser condenados o resto da vida a carregar nas costas o peso do erro que cometeram".

O principal objetivo do meio prisional não deve ser o de retirar a liberdade do sujeito, senão de acompanhá-lo a uma devida reinserção social, contudo, limites estruturais, falta de pessoal, questões de segurança e outros tornam "impossível a preparação de programas de tratamento individualizado que permitam intervir eficazmente sobre as reais problemáticas da população detida", fazendo da prisão um mero armazém "de marginalização e exclusão que afecta sobretudo os sujeitos já enfraquecidos".

Na realidade, criamos mais problemas do que soluções. O problema não é um problema da sociedade como uma estranha figura abstrata. É dos familiares do preso. É do preso que quer ter novas oportunidades. Investe-se em tantos campos, em artifícios legais e jurídicos e políticos que são alterados, mas raras vezes, ou nunca até, se pensa que este é, nada mais nada menos que, um caso de cidadania.

E é por isso, pela atenção, ainda que mínima de hora e meia que foi dada aos cidadãos que residem no centro de detenção de Faro (dos quais conheço nem um), louvo a iniciativa!

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Ivan Lins no CCB
Police: melhor do que nunca!

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terça-feira, agosto 19, 2008

Dia Humanitário Mundial, o dia de Sérgio Vieira de Mello

Residindo em Portugal, dificilmente o que acontecesse em Timor poderia passar-me ao lado, sem ser notado. E uma das figuras que me recordo desses tempos foi Sérgio Vieira de Mello, apreciado, admirado e, sobretudo, respeitado pelas elites e pelas populações por onde passava.
Senhor de um currículo invejável, o que mais me chamou a atenção nele, enquanto jovem adolescente que eu era, era o seu sorriso na face, apesar de se encontrar nos piores locais do mundo, representando as Nações Unidas.
E nesta lista incluem-se países e locais instáveis como Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique, Perú, Líbano, Camboja e região africana dos Grandes Lagos.
Era o sorriso na face, a real preocupação no olhar e a eficácia nos atos. Este era o humanitário que, algum dia, gostaria de conhecer.
Mas, após o Kosovo e Timor, foi para Bagdad, aonde um massacre retirou a vida do então Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos e Representante do Secretário-Geral para o Iraque e de outras 21 pessoas.
Cinco anos após o evento trágico, hoje, a ONU, sob proposta da Sergio Vieira de Mello Foundation, virá a considerar o dia 19 de Agosto como o Dia Humanitário Mundial, o dia em que não só se homenagerão esses "mártires" dos direitos humanos, como também outros humanistas que deram e dão, dia após dia, as suas vidas em defesa dos princípios humanos defenidos pelas Nações Unidas.
Cinco anos depois, Sérgio Vieira de Mello sorri-nos novamente a esperança de direitos humanos!

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quarta-feira, agosto 06, 2008

A verdadeira natureza da nossa galáxia...

Sempre achei estranho viver dentro de uma galáxia e poder vê-la de noite. Achava estranho como viver numa casa e poder ver a sua fachada de dentro dela. Era estranho! Até cheguei a comentar o tema algures na minha dissertação de mestrado. E, por isso, quando alguém me traz uma explicação (mentirosa, por sinal), quase que a aceito sem muito pensar.

Dizia o autor que nem é estranho vê-la. A estranheza é ver em linha reta e não como uma elipse, parecia que estávamos vendo algo do qual não fazemos parte. Pois é! Sinto muito!, dizia ele, pois não fazemos parte da Via Láctea.

Em 2003, cientistas das universidades de Virginia e de Massachussets utilizaram conseguiram efetuar uma observação infra-vermelha do céu, notando que o nosso Sistema Solar (círculo amarelo) está numa das conexões entre duas galáxias: a nossa e a outra, isto é, entre a Via Láctea e a galáxia anã de Sagitário.

A Via Láctea, desavergonhada ao que parece, anda a consumir, a galáxia dez mil vezes menor que ela (em massa), o que faz com que Steven Majewski diga que "é claro quem é o agressor em interação".


O estranho para mim não é pensar que sou Vialacteano e agora descobrir que sou Sagitariano, o que não é verdade! Não é uma crise de identidade que se me coloca, senão o choque de verificar como somos mesmo filhos da nossa galáxia.

Comemos e aniquilamos o que é menor que nós, como se nada fosse. Civilizações inteiras foram aniquiladas pois outras maiores foram fortificadas. Crianças mais fortes batem nas mais fracas. Políticos poderosos instituem autênticas ditaduras e carismáticos facilmente são mortos. Como seria possível pensarmos que não pertencemos a essa Via Láctea, se ela é como nós?
Pensava eu que algo pudesse estar errado no planeta. Desculpem-me: afinal algo está errado no Universo!

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domingo, agosto 03, 2008

Mentiras na verdade

Uma das notícias desta manhã que já começa a estar por todo o lado é a que foi transmitida por um jornal iraniano, o Resalat, citando um certo Sr. Haddad (não aquele que brasileiros conhecem, mas um oficial responsável por assuntos de segurança da corte revolucionária da capital iraniana), de que os sete bahá’ís presos em Maio confessaram o seu crime:

Todos eles confessaram a formação de uma organização ilegal, incluindo (ter ligações) com Israel.

De facto, uma pessoa que lê isso pode achar que afinal de contas, nós os bahá’ís somos espiões do estado de Israel. Mas, o interessante é que apesar disso não ser verdade, a declaração em si não me parece falsa. Vejamos:

1. Sobre a primeira alegação que implica pertencerem a um grupo ilegal, eu iria ainda mais longe, afirmando que os bahá’ís iranianos pertencem a um grupo inconstitucional: ser bahá’í, ter uma religião que, segundo a agência Reuters, acredita na posição divina de “Abraão, Moisés, Buda, Jesus e Maomé” é considerada pela liderança xiita iraniana como “herético”, não estando, portanto legalizada pelo Regime Islâmico Iraniano.

2. A extensão da Comunidade Bahá’í a inúmeros países do mundo também é uma verdade comprovada, uma vez que a sua diversidade inclui uma extensão de 236 países e territórios de todo o mundo, reunindo representantes de não menos que 2.112 raças da Terra.

3. Quanto ao facto de recebermos ordens de Israel, bem, aqui a coisa já muda de figura. Recebemos orientações provindas de Israel, mas não do seu Governo, mas do Centro Mundial Bahá'í que está lá radicado, justamente porque o Governo Iraniano exilou o seu Fundador, Bahá'u'lláh, a Israel, nos primórdios dessa Fé.

Desta forma, sim, todas as alegações são verdadeiras! O que é claramente falso é aquilo que os meios noticiosos iranianos tentam subentender delas: de que somos espiões (hoje de Israel, há uns anos da Rússia) que não tem a mínima lógica. Afinal de contas, se eu fosse espião de Israel, a minha condição financeira era capaz de ser bem melhor!

Mais interessante ainda, é que isso é tornado público dias após a CNN e outras agências reportarem agressões e ataques contra bahá'ís iranianos (casas queimas e pilhadas, entre outras coisas), dois dias depois da Casa de Representantes do Congresso estadunidense aprovar uma resolução a favor da situação dos bahá'ís no Irã e um dia após o jornal estatal Keyhán mencionar relações entre o estado de Israel, o comité Nobel e o Centro Mundial Bahá'í na escolha de Shirin Ebadi para prémio Nobel em 2003. Haja imaginação!

De facto, surpreende-me a capacidade de se tecerem inverdades com base em meias-verdades, ou de se criarem inverdades com base nas mais estranhas imaginações... Supreende-me a capacidade de se verem mentiras na verdade, quanto mais quando no Alcorão se pode ler:

Por que vestes a verdade com a mentira? Por que escondes, intencionalmente, a verdade? (3:71)

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