quarta-feira, agosto 06, 2008

A verdadeira natureza da nossa galáxia...

Sempre achei estranho viver dentro de uma galáxia e poder vê-la de noite. Achava estranho como viver numa casa e poder ver a sua fachada de dentro dela. Era estranho! Até cheguei a comentar o tema algures na minha dissertação de mestrado. E, por isso, quando alguém me traz uma explicação (mentirosa, por sinal), quase que a aceito sem muito pensar.

Dizia o autor que nem é estranho vê-la. A estranheza é ver em linha reta e não como uma elipse, parecia que estávamos vendo algo do qual não fazemos parte. Pois é! Sinto muito!, dizia ele, pois não fazemos parte da Via Láctea.

Em 2003, cientistas das universidades de Virginia e de Massachussets utilizaram conseguiram efetuar uma observação infra-vermelha do céu, notando que o nosso Sistema Solar (círculo amarelo) está numa das conexões entre duas galáxias: a nossa e a outra, isto é, entre a Via Láctea e a galáxia anã de Sagitário.

A Via Láctea, desavergonhada ao que parece, anda a consumir, a galáxia dez mil vezes menor que ela (em massa), o que faz com que Steven Majewski diga que "é claro quem é o agressor em interação".


O estranho para mim não é pensar que sou Vialacteano e agora descobrir que sou Sagitariano, o que não é verdade! Não é uma crise de identidade que se me coloca, senão o choque de verificar como somos mesmo filhos da nossa galáxia.

Comemos e aniquilamos o que é menor que nós, como se nada fosse. Civilizações inteiras foram aniquiladas pois outras maiores foram fortificadas. Crianças mais fortes batem nas mais fracas. Políticos poderosos instituem autênticas ditaduras e carismáticos facilmente são mortos. Como seria possível pensarmos que não pertencemos a essa Via Láctea, se ela é como nós?
Pensava eu que algo pudesse estar errado no planeta. Desculpem-me: afinal algo está errado no Universo!

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