quinta-feira, julho 26, 2007

A Liderança Servidora...?! Aonde está ela?

Li há uns dia o seguinte texto, que não pude deixar de copiar e ponderar sobre.
O texto refere aos líderes eleitos de instituições que se afirmam como sérias e representantes das pessoas e não dos interesses:

"A sua função não é ditar, mas consultar, e consultar não só entre eles, mas tanto quanto possível com os amigos que representam. (...) Não deveriam jamais deixar supor que são os ornamentos centrais (...) intrinsecamente superiores aos outros em capacidade ou mérito, e únicos promotores de seus ensinamentos e princípios. Deveriam abordar a sua tarefa com extrema humildade, e espírito de empreender, pela sua abertura de mente, o seu alto senso de justiça e dever, o seu candor, a sua modéstia, a sua inteira devoção ao bem-estar e aos interesses" de todos.

Só assim poderão eles "ganhar, não só a confiança e o apoio e respeito genuínos daqueles a que servem, mas também a sua estima e real afeição. Devem, em todos os tempos, evitar o espírito de exclusividade, a atmosfera de secretismo, libertar-se de uma atitude de mando, e banir todas as formas de preconceito e paixão de suas deliberações. Deveriam, dentro dos limites da sábia discrição, levar os amigos para a sua confiança, dar a conhecer os seus planos, compartilhar com eles seus problemas e ansiedades, e buscar seu conselho e aconselhamento. E, quando são chamados para chegar a uma certa decisão, deveriam, após uma desapaixonada, ansiosa e cordial consulta (...) e com sinceridade e convicção e coragem registar seu voto e aquiescer à voz da maioria.


Verdade seja dita: não é fácil! Quando vivemos numa sociedade na qual a liderança é um concurso de popularidade e onde as pessoas não querem ganhar a confiança e o apoio genuíno, mas os votos para continuarem. A sociedade não mais prevê o poder como um meio para chegar a uma meta, mas como a meta em si mesma. Existe um ar de secretismo em que ninguém sabe o que se passa por trás da cortina e, por isso mesmo, suspeita sempre o pior. Raros são aqueles que servem o povo, e não o seu bolso. Vejam-se os casos de corrupção endémica que assolam tantas instituições portuguesas ou a corrupção doentia que corrompe a estrutura governativa brasileira.

A população não está longe dos órgãos internacionais, como muitos gostam de fazer crer quando falam da ONU ou da mítica "Europa". Os cidadãos estão longe dos líderes, na medida em que poucos são os que servem!

A liderança, mais do que centrar as decisões, deveria ser o pivot à volta do qual giraria a consulta séria entre todos os extratos da sociedade.
Aqui fica o meu apelo, àqueles que se auto-intitulam de políticos, mas que não se lembram de como funcionavam as coisas na Grécia da democracia ou na Pérsia da igualdade.
Aqui fica! Resta saber se chega a algum lado...

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