sexta-feira, abril 18, 2008

Diversidade nas Organizações: realidade ou utopia

Unidade na Diversidade… Quantas vezes os leitores deste espaço leram aqui esta expressão? Pois bem, em minhas leituras habituais não paro de reparar como cada vez mais autores diversos utilizam este termo. Fui a já alguns congressos que, tratando da política à psicologia, iam utilizando estas palavras quase como slogan.

E, na semana passada, deparei-me com Eduardo Shinyashiki, aparentemente um especialista brasileiro nas áreas da liderança e no desenvolvimento pessoal, falando, numa entrevista, sobre a importância da diversidade nas organizações. Eu não poderia concordar mais com o que ele afirma:

Não ficar atento às diversidades custa caro para as empresas. Por exemplo, na dificuldade de reter talentos, gerar inovações, reduzir conflitos internos, enfim na dificuldade de evoluir. Se em um time todos jogassem na mesma posição, não haveria jogo. Cada jogador é interligado e interdependente do outro. Para criar o resultado do jogo, se estabelece um equilíbrio, uma cooperação e uma harmonia. A visão é complementar, não excludente. Não é nem simples nem fácil, mas é o caminho: o individuo como base para vencer desafios.

No ano passado tive o prazer de poder acompanhar, durante uma semana, a figura ímpar de Gordon Naylor, aquando da sua visita em Portugal. Em suas palestras e apresentações, ele explicou que havia três tipos de pessoas e, portanto, de relações humanas: aqueles que buscam exercer sua influência sobre alguém, os que querem estar com pessoas iguais a si mesmas e aqueles que procuram a diversidade. A minha experiência pessoal diz-me que este é o maior desafio: procurar pessoas que são diferentes de mim, estabelecer amizades com aqueles que não pensam como eu, não agem como eu, não sentem como eu. É um desafio, e nem sempre funciona: todos sabemos isso!

Mas, também sei que funciona. Eu, pessoa religiosa e sonhadora, tive a oportunidade de poder estar num núcleo de estudantes, nos meus saudosos tempos universitários, no qual tive como vice alguém que se afirma membro de uma esquerda anti-teísta e demasiado até pragmático para o meu gosto. Muitos achavam que não daria certo. Deu certo e hoje ainda somos grandes amigos. O que fez com que esta experiência funcionasse e outras não?

A resposta está nas palavras, não muito originais, de Shinyashiki:

A diversidade pode gerar conflitos quando não é entendida, utilizada positivamente como recurso e dirigida como numa orquestra em que várias pessoas tocam instrumentos diferentes para criar uma harmonia maravilhosa. O ato criativo no começo pode parecer um caos, mas com um claro objetivo comum, treino, força de vontade, persistência e um maestro que lidera, combina e integra as diferentes qualidades para atingir o objetivo comum, se pode chegar a uma obra de arte, quer dizer, empresas bem-sucedidas, objetivos realizados, satisfação dos colaboradores.


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2 Comentários:

Anonymous Victor Kulkosky disse...

Thank you for your supportive post. I'm embarrassed I can't return the favor in your language. Is this Portugese?

18 abril, 2008 19:50  
Blogger gato xara disse...

Caro Sam, é sempre um prazer visitar este espaço e sentir acima de tudo que aqui respira inteligência emocional, sabedoria, equilíbrio... É sempre bom aprender, e aqui estou eu, pronto a seguir este caminho. Parabéns pela escrita e pelos links, inspirados e inspiradores. Quanto a mim, vou também transmitindo a mensagem, através da minha acção de dinâmica de grupos, através da expressão artística. Um abraço, Nuno

20 abril, 2008 22:29  

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