terça-feira, novembro 28, 2006

Nizâmî - Laylí e Majnún (2)

Enquanto todos os seus amigos em seus livros afanavam,
Eles provavam outros modos de se instruir.
Aprendiam a gramática do amor um nos olhos do outro,
E os olhares eram para eles as notas que sacavam.
Pelo feitiço do amor se livravam da ortografia.
Eles praticavam escrevendo letras cheias de carícias.
Os demais aprendiam a contar; enquanto eles dizer podiam
Que não há nada que conte à excepção da ternura.

Nizâmî (1140/6-1203/9).
Trad. por Sam, a partir do espanhol de
Jordi Quingles i Fontcubierta (1991).

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5 Comentários:

Anonymous Catarina Gomes disse...

tão lindooooo

29 novembro, 2006 12:57  
Blogger AMMedeiros disse...

SAM

Absolutamente delicado e envolvente.
Pudessem todos os olhos do mundo aprender sob este manto. Pudessem todos os olhos do mundo compreender e partilhar a semântica do amor e elevá-la ao infinito...

Um beijo terno

30 novembro, 2006 11:03  
Anonymous Anónimo disse...

Concordo: delicado mesmo. Sutil ? E precisa ?

30 novembro, 2006 23:53  
Blogger ArteCultdesign disse...

Quando leio esse texto fico pensar nas possibilidades infinitas que nos convidam a fazer parte dessa dança, que nada mais é que a dança do encontro, quebrando certos paradigmas herdados por uma cultura cuja lógica nos perveteu o sentido real da existência.Eu quero apostar que é possível ser feliz e que o convite será sempre "Venha dançar comigo."

11 dezembro, 2006 22:25  
Blogger ArteCultdesign disse...

Valeu!

11 dezembro, 2006 22:27  

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